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Um negócio não começa apenas com uma ideia criativa

Por Alice Salvo Sosnowski   A origem de um negócio não é nada glamourosa: ela começa sempre com uma DOR. É procurando entender os problemas, necessidades e desejos de determinado público que o empreendedor chega numa ideia de negócio.   Normalmente essa dor começa com ele mesmo. Um serviço mal feito, um produto não acabado, […]

Publicado em 16 de abril de 2019

Por Alice Salvo Sosnowski

 

A origem de um negócio não é nada glamourosa: ela começa sempre com uma DOR. É procurando entender os problemas, necessidades e desejos de determinado público que o empreendedor chega numa ideia de negócio.

 

Normalmente essa dor começa com ele mesmo. Um serviço mal feito, um produto não acabado, um atendimento tosco disparam o alarme de que as coisas podem mudar e existe uma lacuna de mercado a ser atendida. Neste quesito, podemos concordar: o Brasil é um terreno fértil em oportunidades.

 

Mas se a dor é o ponto de partida, é na delimitação de um problema que começa o processo empreendedor. Para isso, é necessário conhecer muito bem o público-alvo a ser atingido, ir para a rua pesquisar dados e fatos, conversar com as pessoas e trazer entendimento completo sobre o PROBLEMA a ser resolvido.

 

É preciso observar muito, perguntar, entrevistar e se colocar no lugar do provável cliente. É aí que entra a EMPATIA e as ferramentas certas de design thinking que ajudam a delimitar um problema com propriedade. Nas metodologias ágeis usadas na construção de startups essa fase é chamada de Problem-Solution Fit. A solução ainda nem foi concebida, mas o problema será investigado por meses até que se chegue a uma proposta de valor adequada para o cliente.

 

O empreendedor também precisa estar atento às exigências dos consumidores, aos novos nichos de mercado, aos avanços tecnológicos e tendências de comportamento que mudam a cada instante. Como podemos ver, ter ideias de negócios não é tão simples como parece, um processo criativo e genial que só acontece com pessoas especiais. Muito pelo contrário: é preciso ter foco, ferramentas adequadas e direcionamento para se chegar a algum lugar.

 

Uma ideia de negócio também não é simplesmente um site, um roteiro de vídeo, um projeto ou um evento. É um processo longo que exige conhecimento, atenção e direcionamento certos. É para isso que eu trabalho todos os dias, atuando como facilitadora de processos, professora e mentora de startups. Empreender é uma aventura cheia de incertezas, mas é possível se preparar para vivê-la.

 

Se você quer saber mais sobre ideias de negócios, assista ao vídeo abaixo e entre em contato comigo. Será um prazer participar da sua jornada.

 

*Fundadora d´O Pulo do Gato Empreendedor, consultora de negócios, autora do livro Empreendedorismo para Leigos, professora de empreendedorismo e mentora de empreendedores, startups e empresas de diversos setores com mais de 12 anos de atuação na área.