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Perfil das Empreendedoras Brasileiras em 2025

Pesquisa Empreendedoras e Seus Negócios 2025. Um retrato real das mulheres que sustentam negócios, famílias e territórios.

Publicado em 30 de janeiro de 2026

Empreender no Brasil é, para milhões de mulheres, muito mais do que abrir um negócio. É um ato diário de resistência, cuidado e construção de futuro. A Pesquisa Empreendedoras e Seus Negócios 2025, do Instituto Rede Mulher Empreendedora, revela quem são essas mulheres, quais desafios enfrentam e qual o impacto que geram em suas comunidades e no desenvolvimento do país.

Neste artigo, reunimos os principais dados da pesquisa e o que eles nos contam sobre a realidade das empreendedoras brasileiras.

Maternidade e empreendedorismo

Um dos dados mais marcantes da pesquisa mostra que 1 em cada 3 mulheres empreendedoras é mãe solo. Isso significa que, além de liderarem seus negócios, elas também são as principais e muitas vezes as únicas responsáveis pelo cuidado dos filhos e pela organização da casa.

Na prática, isso se traduz em uma dupla ou até tripla jornada diária: trabalho, cuidado e gestão do lar acontecendo ao mesmo tempo. Ainda assim, essas mulheres seguem empreendendo, inovando e gerando renda, mesmo diante de uma rotina exaustiva e de poucas redes de apoio.

Faixa etária e trajetória profissional

A pesquisa aponta uma predominância de mulheres empreendedoras a partir dos 30 anos, com uma presença expressiva nas faixas entre 40 e 49 anos.

Esse dado revela trajetórias construídas ao longo do tempo, muitas vezes impulsionadas por:

  • Busca por autonomia financeira
  • Recomeços profissionais
  • Necessidade de conciliar trabalho e família
  • Desejo de empreender a partir de experiências acumuladas

São mulheres que transformam vivência em estratégia e desafios em oportunidades.

Renda e sustentabilidade dos negócios

Mesmo liderando seus próprios empreendimentos, a maioria das empreendedoras brasileiras possui uma renda mensal média de até R$ 2.400.

Esse dado evidencia um ponto que muitas mulheres ainda enfrentam:

  • Dificuldade de acesso a crédito
  • Baixa remuneração
  • Falta de apoio técnico e capacitação continuada
  • Barreiras estruturais para escalar seus negócios

O resultado é um cenário em que o empreendedorismo, em vez de ser uma alavanca de crescimento, muitas vezes se torna apenas uma estratégia de sobrevivência.

Escolaridade e desigualdade racial

A pesquisa mostra que 53,6% das empreendedoras possuem ensino superior, um dado que reforça a presença do conhecimento e da qualificação na trajetória dessas mulheres.

No recorte racial, os dados indicam que 63,1% são mulheres brancas e 44,8% são mulheres negras. Apesar do alto nível de escolaridade, as desigualdades raciais continuam impactando o acesso a oportunidades, redes de apoio, financiamento e crescimento dos negócios. Isso evidencia que o desafio não é apenas de formação, mas de equidade estrutural.

Responsabilidade econômica: o negócio sustenta famílias inteiras

Os números revelam o peso que o empreendedorismo feminino carrega dentro dos lares brasileiros. 58,3% das empreendedoras são chefes de seus domicílios, 67,6% não recebem nenhum tipo de complemento de renda e 69,4% sustentam outras pessoas apenas com sua renda individual.

Ou seja, para a maioria dessas mulheres, o negócio não é uma renda extra, é a base financeira da família. Cada venda, cada contrato e cada cliente impactam diretamente a segurança e o bem-estar de outras pessoas.

Impacto social do empreendedorismo feminino

Cada negócio liderado por uma mulher vai muito além da própria empreendedora. Ele movimenta fornecedores, clientes, familiares, comunidades e territórios inteiros.

Apoiar empreendedoras é impulsionar o desenvolvimento do país. É investir em geração de renda, redução de desigualdades, fortalecimento de economias locais e construção de um futuro mais justo e sustentável.

O papel da Rede Mulher Empreendedora e do Instituto RME

Diante desse cenário, a Rede Mulher Empreendedora e o Instituto RME atuam para fortalecer essas trajetórias por meio de capacitações gratuitas, conexão com redes de apoio e mentoria, parcerias com empresas e instituições, além de acesso à informação, oportunidades e visibilidade.

Acreditamos que nenhuma mulher precisa empreender sozinha. Quando uma cresce, todas crescem.

ARTIGO ESCRITO POR

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Assistente de Comunicação e Marketing na RME.

Rayany Madureira Profissional de Marketing