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“A produção me deu mais apoio moral e abriu muitos caminhos e a minha mente em relação à costura”

Moradora de Novo Progresso, no Pará, contou qual foi o impacto da participação no Heróis Usam Máscaras na sua vida     Letícia dos Santos Sangi, 23 anos, com um filho de onze meses, grávida do segundo filho e moradora de Novo Progresso, município do estado do Pará, foi uma das costureiras no projeto Heróis […]

Publicado em 22 de setembro de 2020

Moradora de Novo Progresso, no Pará, contou qual foi o impacto da participação no Heróis Usam Máscaras na sua vida

 

 

Letícia dos Santos Sangi, 23 anos, com um filho de onze meses, grávida do segundo filho e moradora de Novo Progresso, município do estado do Pará, foi uma das costureiras no projeto Heróis Usam Máscaras, coordenado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora. Ela trabalhava com costura, mas com a pandemia, a produção ficou bem baixa por seu trabalho não ser uma prioridade na vida de muitas famílias.

 

 

Por meio de um grupo de ex estudantes de música de uma organização onde ela fez aula de violão, ela soube, por uma mulher chamada Sara, que o Instituto Edson Royer estava em busca de costureiras para trabalhar produzindo máscaras, que em seguida seriam distribuídas gratuitamente por todo Brasil.

 

 

Mesmo com pouca experiência no mercado de trabalho, com escolaridade até a sétima série e sem se considerar uma costureira experiente, ela se arriscou e, depois de aprovada, produziu em torno de 700 máscaras de tecido. Com a demanda, ela chamou uma vizinha para ajudar, aumentando o impacto do projeto na renda de outra mulher na região.

 

 

“Muita coisa mudou! Por eu ser iniciante, por não entender muito de tecido, errei umas quatro até fazer uma certa. Para muitos não é muita coisa, mas pra mim foi. A produção me deu mais apoio moral porque a minha máquina estava no cantinho desde março. Depois que eu peguei a costura das máscaras comecei a pesquisar mais em vídeos e aprendi outras coisas.”, disse.

 

 

Com a renda, ela pode comprar um leite especial para o seu filho, que nasceu prematuro, assim como os remédios que ele toma com frequência, além de pagar algumas contas. Para o futuro, ela espera ir bem mais longe. “Abriu muitos caminhos e a minha mente em relação à costura. Pretendo montar um ateliê pra mim, comprar uma máquina nova e ir além!”, finalizou.

Outra costureira do Instituto Edson Royer.

“O projeto Heróis Usam Máscaras é de fundamental importância para gerar renda para mulheres de todo Brasil. O projeto só foi possível por conta da vontade de várias organizações de fazer a diferença. Elas não mediram esforços para o propósito de promover autonomia financeira das mulheres. Sem dúvida, estamos muito felizes com o resultado e esperamos que mais organizações tenham essa visão que de que causas estão acima de marcas. A união é que realiza transformação social.”, completou Ana Fontes, fundadora do Instituto RME.

 

 

Sobre o Heróis Usam Máscaras

 

 

O projeto Heróis Usam Máscaras foi coordenado pelo Instituto RME e contou com a participação de 67 organizações da Sociedade Civil, que administraram o trabalho de 6.000 costureiras e costureiros, sendo que os homens representam 10%. 

 

 

Um dos objetivos do projeto foi a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Costureiras que em outros locais recebiam apenas R$ 0,30 por máscara receberam em média R$ 1,52 por unidade produzida.