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Como as compras públicas estão abrindo portas para mulheres no Brasil e o que empresas podem aprender com isso

O Brasil está dando um passo importante na conexão entre políticas públicas, inclusão econômica e equidade de gênero. Um novo estudo do Banco Mundial mostra como a legislação de licitações pode ser uma poderosa ferramenta para transformar vidas — especialmente de mulheres em situação de vulnerabilidade. Intitulado “Leveraging Public Procurement to Advance Women’s Economic Opportunity: […]

Publicado em 4 de maio de 2026

O Brasil está dando um passo importante na conexão entre políticas públicas, inclusão econômica e equidade de gênero. Um novo estudo do Banco Mundial mostra como a legislação de licitações pode ser uma poderosa ferramenta para transformar vidas — especialmente de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Intitulado “Leveraging Public Procurement to Advance Women’s Economic Opportunity: Insights from Brazil” (em português, Mobilizando as Compras Públicas para Promover as Oportunidades Econômicas das Mulheres: Lições do Brasil), o estudo analisa como o país vem integrando proteção social com geração de renda por meio das compras públicas.

Acesse o estudo completo.

Compras públicas como motor de inclusão econômica

O ponto central do estudo mostra que governos não apenas regulam mercados, mas também compram. E o poder dessas compras pode ser direcionado para gerar impacto social.

No caso brasileiro, a legislação recente de licitações abre espaço para critérios que vão além do menor preço, incorporando aspectos sociais relevantes, como promoção da equidade de gênero, Incentivo à contratação de mulheres e também o apoio à reinserção econômica de grupos vulneráveis

Um dos avanços mais relevantes destacados pelo estudo é a conexão entre essa legislação e a Lei Maria da Penha, criando incentivos para a contratação de mulheres sobreviventes de violência doméstica.

Essa integração representa uma mudança estrutural: sai o modelo puramente burocrático e entra uma lógica estratégica de impacto social.

Da proteção à autonomia: o ciclo completo

O estudo mostra como o Brasil começa a transformar políticas de proteção em caminhos concretos de autonomia econômica.

Na prática, isso significa que mulheres que antes estavam em situação de violência passam a ter acesso a renda. Mostra ainda que empresas passam a atuar como agentes de transformação social e que o Estado pode utilizar seu poder de compra para reduzir desigualdades.

Esse movimento está diretamente alinhado com o que a Rede Mulher Empreendedora defende há anos: autonomia financeira é um dos pilares mais importantes para romper ciclos de vulnerabilidade.

O que isso ensina para empresas (e para o ESG na prática)

Para empresas, o estudo traz um insight estratégico: compras inclusivas são responsabilidade social, mas também podem e devem ser estratégia de negócio.

Empresas que incorporam diversidade em sua cadeia de fornecedores conseguem ampliar inovação a inovação, fortalecer reputação, gerar impacto mensurável (ESG) e acessar novos mercados. E esse movimento já está acontecendo no setor privado brasileiro.

RME Conecta: quando o ESG vira negócio de verdade

Na Rede Mulher Empreendedora, essa lógica ganha forma prática por meio do programa RME Conecta.

O programa atua exatamente nesse ponto de interseção entre impacto social e oportunidades econômicas, já que conecta empreendedoras a grandes empresas e prepara negócios liderados por mulheres para vendas B2B. Além disso, o programa também realiza rodadas de negócios inclusivas e apoia a diversificação da cadeia de fornecedores.

Mais de 50 grandes empresas já participaram dessas conexões, criando oportunidades reais de geração de renda e crescimento para negócios femininos. Esse modelo mostra que o que o estudo do Banco Mundial propõe para o setor público já é uma realidade possível e escalável no setor privado.

Por que isso importa agora

O Brasil tem cerca de 10 milhões de mulheres empreendedoras, muitas delas movidas por necessidade e ainda enfrentando barreiras de acesso a mercado e capital .

Ao conectar políticas públicas, compras corporativas e iniciativas como o Conecta, criamos um ecossistema onde a oportunidade gera renda, renda gera autonomia e autonomia gera transformação social. E o mais importante: esse modelo pode ser replicado globalmente, como o próprio estudo aponta.

O estudo do Banco Mundial posiciona o Brasil como um caso relevante para o mundo. Ele mostra que compras públicas e privadas podem e devem ser usadas como instrumento de transformação social.

Para empresas, o recado é direto: o futuro do ESG passa por decisões concretas e uma delas pode estar na cadeia de fornecedores.O momento é agora. A Rede Mulher Empreendedora já tem a metodologia, a rede e os resultados para transformar essa agenda em prática. Procure nosso time em aliados@rme.net.br

Da Redação