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Antes de qualquer coisa, sua saúde mental é o que mais importa!

Quem precisar de ajuda profissional, mas não pode pagar, deve recorrer à centros de atendimento social  

 

 

Saúde mental e os cuidados com ela são assuntos majoritariamente abordados no mês de setembro, mas que deveriam ser relevantes o ano todo. Em tempos de pandemia, onde nossas vontades ficaram em último lugar e a preocupação com a saúde do mundo é disparado o tema mais presente no dia-a-dia das pessoas, a pressão que é ter que gerar a renda de casa é só mais um fator para pôr em risco a sanidade mental de mulheres, mães, filhas, netas e empreendedoras de todo o país.

 

 

O Brasil tem aparecido no ranking mundial a anos como um dos países mais ansiosos e no índice global da Bloomberg, organizado em 2019, o país ficou 76° lugar entre os países mais saudáveis. Com a falta de apoio governamental, dificuldades financeiras e uma série de fatores fragilizaram a saúde de todo o brasileiro desde o início da pandemia do vírus covid-19, esse dado com certeza mudou. Em 2020, de acordo com pesquisa feita pela Associação  Brasileira  de  Psiquiatria  (ABP),  em  parceria  com  o  Conselho  Federal  de Medicina  (CFM), cerca  de  96,8%  dos casos de tentativas de suicídio estão  relacionados a  transtornos  mentais,  como  por  exemplo,  depressão  e  transtorno  bipolar.

 

 

A psicóloga clínica, e participante do programa Elas Prosperam, Joice Modesto sugere união entre as mulheres para que os efeitos dessa mudança radical sejam menos sentidos. “Compartilhar o que você está sentindo, trocar experiências com uma rede de apoio acaba sendo o segredo para que possamos cuidar da saúde mental de forma efetiva”, ela comenta. E mesmo assim, sempre haverão casos que a ajuda profissional é o único jeito de receber ajuda efetiva. Para ela, “no mundo ideal, o indicado seria que ninguém esperasse chegar num ponto crítico para pedir ajuda. Setembro Amarelo é uma campanha em prevenção ao suicídio, mas precisamos entender que a promoção e prevenção da saúde mental ajuda a não chegar até ali.”

 

 

Para milhares de brasileiras, a jornada diária feminina já era pesada e ocupava o dobro de tempo e esforço se comparada à dos homens. Mulheres que sempre trabalharam mais, estudaram mais e dedicaram-se mais aos filhos agora teriam que dedicar-se três, quatro vezes mais do que antes. A casa tornou-se escritório e escola. E essa mudança brusca pode levar os pais a uma exaustão parental ou burnout parental. Mais comum em mulheres no período pós-parto, com alterações hormonais, o burnout parental está ligado à autocobrança e tem sintomas como distanciamento emocional dos filhos, cobranças pessoais e profissionais excessivas, estresse generalizado.

 

 

E não muito diferente, os sintomas de transtornos mentais que devem ser percebidos , a fim de promover o cuidado com a saúde mental, incluem também insônia, dificuldade de comer, dificuldade de comunicação, entre outros.

 

 

Por fim, é de grande importância reafirmar que a atitude de procurar ajuda não é de forma alguma motivo de vergonha. Muito pelo contrário. Empreendedora, mulher, homem, você que precisa de apoio e orientação profissional, procure ajuda. Você não está sozinhe!

 

 

Para mais informações sobre doenças e transtornos mentais para ajudar alguém próximo ou a si mesma, acesse a cartilha oficial aqui ou no site www.setembroamarelo.com/

 

 

Você encontra nesta lista e no mapa abaixo unidades de pronto atendimento, clínicas e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) espalhados pelo Brasil.

 

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