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Digitalize Seu Negócio: conheça a história de Daianny Reis, empreendedora no ramo das jóias é uma das participantes da primeira edição

Estamos chegando ao final da série de textos sobre o Digitalize Seu Negócio, um projeto do RME Acelera, que busca auxiliar empreendedoras a levarem seus negócios para o ambiente virtual. Nas últimas semanas, a primeira edição do projeto reuniu oito empreendedoras em quatro encontros, que abordaram temas referentes ao mundo dos negócios.

Daianny Reis tem 28 anos, é casada, tem três filhos, cursa a faculdade de Engenharia Civil, é natural de Laranjal do Jari, mas mora no Macapá, e é proprietária da Daianny Reis Semijoias, uma empresa de semi jóias. O negócio é recente, mas sua jornada empreendedora vem de muito antes. 

Quando ouvia a tradicional pergunta “o que você quer ser quando crescer?”, Daianny sempre respondia que queria ser uma grande empresária. Para realizar o desejo, ela pegava o dinheiro que os pais lhe davam, comprava balas e bombons e vendia na frente de casa para os vizinhos. “Eu achava muito bonito ser dona de negócio. Apesar de naquele tempo não ter muitas figuras femininas, eu tinha essa vontade.”, disse.

Durante o Ensino Médio, seguindo o sonho, ela fez curso técnico em administração e conta que se encontrou completamente estudando direito, economia, contabilidade, administração e empreendedorismo. No curso, teve várias oportunidades e participou do Prêmio Técnico Empreendedor, duas vezes, sendo uma das representantes do Amapá no evento nacional na segunda vez, em 2010, onde conquistou o 3º lugar com seu grupo, com o projeto Cuca Verde, que tinha o objetivo de implantar uma horta agroecológica no Abrigo São José.

Na faculdade, Daianny conta que queria muito fazer administração, mas pensando em oportunidades financeiras e profissionais, optou por fazer arquitetura. Na metade do curso, ela casou, teve um casal de gêmeos, Sara e Samuel, e João Pedro, o caçula. Por isso, decidiu virar dona de casa. Em 2018, prestou vestibular na federal do Amapá e passou em Engenharia Civil, só que aquela intenção empreendedora ainda estava por perto.

“Eu nunca tinha trabalhado com jóias, mas eu queria meu dinheiro e ter a oportunidade de desenvolver um negócio. Minha tia indicou uma amiga dela que vende folheados e eu comecei assim. Vi que tinha um mercado e comecei a gostar de vender aquele produto. Depois de um tempo, em jogo aberto com a moça que me introduziu no mundo das semi jóias, fui pesquisar mais desse mercado para entender como funcionava e vi que existe um leque infinito de possibilidades, de fornecedores, de tipo de mercadoria.”, explicou.

Dica da amiga: quando você entrar em um segmento, pesquise tudo sobre ele: fornecedores, tipos de produtos, concorrência, gostos dos clientes, entre outros aspectos. Isso vai te ajudar na sua estratégia para o sucesso.

Segundo Daianny, era cômodo continuar com o produto que vendia, mas ela sabia que se quisesse aumentar as vendas, teria que entrar com tudo. Por isso, ela juntou dinheiro das comissões e em abril de 2020 participou de uma exposição de jóias de Limeira, interior de São Paulo, onde conseguiu alguns contatos de fornecedores. 

“Eu consegui um contato, falei que estava começando, que eu queria entender e a pessoa com toda gentileza me explicou e me passou outros fornecedores. Com tudo isso, eu peguei minhas economias, agradeci a mulher que me apresentou o mundo das semi jóias, e ela super me apoiou, juntei com o auxílio emergencial que eu tinha recebido e arrisquei a comprar direto da fonte. Fui ao Sebrae, abri minha empresa, me formalizei, fiz a identificação e patenteação da minha marca, achei a RME e foi muito bom, muito bom mesmo. Formalizada e andando com as próprias pernas eu comecei na véspera de maio/junho. Eu estou há um ano caminhando como empresa mesmo.”, disse Daianny.

Dica da amiga: lembre-se das pessoas que te ajudaram e deixe as portas abertas. O agradecimento é essencial para isso.

Como empresária formalizada, Daianny tem trabalhado para consolidar sua marca no mercado local. Com a participação no Digitalize Seu Negócio, que ela conheceu por indicação do Sebrae Delas, ela entendeu que realmente precisa fluir para o digital. 

“Eu já consegui digitalizar os meios de pagamento e fui para as redes sociais, mas eu preciso evoluir. Eu não pretendo ter loja física e o curso veio para definir na minha mente a real necessidade que eu já sentia, de sair desse método e avançar para o digital, que é o futuro. A minha meta é que futuramente todas as minhas vendas sejam feitas a partir do meu site, quero que cada revendedora tenha um link para vender por lá.”, disse. 

Participe você também! A próxima edição do Digitalize Seu Negócio será feita em parceria ONU Mulheres e promete. Acompanhe Daianny nas redes sociais clicando aqui.

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