“O projeto levou o nome da nossa comunidade para fora”

Aline Braúna contou para o Instituto RME como foi produzir 4 mil máscaras com 8 costureiras em Freixeiras, uma comunidade do município de Paracuru, no Ceará

 

 

Dentro da União de Desenvolvimento Comunitário das Freixeiras (UCDF), localizado no município de Paracuru, no Ceará, são atendidas mensalmente mais de 600 famílias. A UDCF surgiu em 1997 para atender a demanda de políticas públicas da comunidade de Freixeiras, e sobrevive até os dias atuais com atividade para todos! 

 

 

Para as crianças e adolescentes, são oferecidas mediação de leituras e brincadeiras lúdicas; para as mulheres, cursos para que consigam emprego e renda, como os artesanato, de panificação e de horta; e para os idosos, são promovidos encontros intergeracionais, para que eles possam compartilhar experiências e boas histórias. Outras atividades de lazer, como a Noite da Pizza, que da última vez reuniu 40 mulheres formadas no curso de panificação, festas das crianças e oficinas de cultivo de hortaliças, também acontecem com frequência, visando a integração social da população.

 

 

Aline Braúna dos Santos, Coordenadora de Projetos da associação, contou em entrevista que a partir de março eles foram diretamente impactados. As atividades e reuniões pararam de acontecer por um tempo, mas alternativas como Zoom e Meet, possibilitou a retomada do movimento, o planejamento da organização e a escuta empática das consequências da pandemia na vida dos participantes no ambiente virtual. Além disso, um psicólogo ficou disponível para atendimento de quem mais precisasse.

 

 

A mobilização, mesmo em um cenário tão difícil, valeu a pena! Segundo Aline, a instituição ganhou projetos que visavam segurança alimentar, que possibilitaram a distribuição de 200 cestas básicas e itens de higiene para diversas famílias. Com o olhar atento em sites como Prosas e ABCR para buscar parcerias,manter a associação e gerar renda para mulheres da comunidade durante a pandemia, Aline encontrou o Heróis Usam Máscaras. 

 

 

Com a aprovação, mobilizaram as mulheres que soubesse costurar, que tivessem uma máquina de costura em boas condições e fossem da comunidade. Após a seleção, oito costureiras começaram a produção de máscaras, cada uma de sua casa. Com pessoas da associação e uma motorista que ia levar e buscar os materiais, 11 pessoas estiveram envolvidas no projeto em Freixeiras. 

 

 

A rotina de ir entregar e buscar os tecidos e máscaras, respectivamente, foi muito importante no que diz respeito à saúde mental das costureiras, segundo Aline, tanto em relação à renda, quanto em relação ao contato com outras pessoas por meio do trabalho. Todos os procedimentos e interações foram feitos com segurança, com o uso contínuo de álcool em gel, luvas e máscaras de proteção. 

 

 

“Para a gente foi grandioso o Heróis Usam Máscaras porque beneficiou essas 11 pessoas, mas também levou o nome da nossa comunidade para fora. Esse projeto merece muitos aplausos! As quatro mil máscaras foram doadas para a Secretaria de Assistência Social, por meio da secretária Rosângela, que distribuíram em comunidades como Jardins, Quatro Bocas e São Pedro também. Nós sabemos que isso é importante para evitar novos contágios.”, disse.

 

 

Para o futuro, Aline disse que pretende captar mais recursos em prol dos direitos sociais da comunidade. Ela finalizou agradecendo a parceria com o Instituto RME e os bancos envolvidos no projeto.

 

 

“O projeto Heróis Usam Máscaras é de fundamental importância para gerar renda para mulheres de todo Brasil. O projeto só foi possível por conta da vontade de várias organizações de fazer a diferença. Elas não mediram esforços para o propósito de promover autonomia financeira das mulheres. Sem dúvida, estamos muito felizes com o resultado e esperamos que mais organizações tenham essa visão que de que causas estão acima de marcas. A união é que realiza transformação social.”, completou Ana Fontes, fundadora do Instituto RME.

 

 

Sobre o Heróis Usam Máscaras

 

 

O projeto Heróis Usam Máscaras foi coordenado pelo Instituto RME e contou com a participação de 67 organizações da Sociedade Civil, que administraram o trabalho de 6.000 costureiras e costureiros, sendo que os homens representam 10%. 

 

 

Um dos objetivos do projeto foi a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Costureiras que em outros locais recebiam apenas R$ 0,30 por máscara receberam em média R$ 1,52 por unidade produzida.

s;