Instituto Rede Mulher Empreendedora coordena produção de 10 milhões de máscaras com cinco mil costureiras com Bradesco, Itaú, Santander e Instituto BEI

Heróis Usam Máscaras tem atuado em mais de 20 estados e já distribuiu mais de 400 mil máscaras em diversas comunidades

 

 

O projeto Heróis Usam Máscaras é uma parceria entre Bradesco, Itaú e Santander para combater a epidemia e distribuir renda a comunidades em situação de vulnerabilidade social. De concepção do Instituto BEI, que já tem organizações de costureiras e costureiros produzindo máscaras em SP por meio de parceria com o Governo do Estado, ele ganhou escala nacional por meio da coordenação do Instituto Rede Mulher Empreendedora para a produção e distribuição gratuita de 10 milhões de máscaras.

 

 

Os itens não têm objetivo médico, mas funcionam para a prevenção ao coronavírus. O uso deles não substituem as orientações das autoridades da Organização Mundial da Saúde, como higienizar regularmente as mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal e praticar o isolamento social, principalmente. Acreditamos que usar máscara é um ato de solidariedade com os demais. Você protege os outros e os outros protegem você. E nesse contexto, o projeto prioriza ainda a distribuição gratuita de máscaras para a população mais necessitada, como idosos, pessoas imunodeprimidas e pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

 

 

“Este é um projeto desafiante e emergencial que foi tirado do papel em poucas semanas. O mais incrível é ver que é possível construir relações colaborativas e de múltiplo impacto social mesmo em um momento de crise como este que estamos vivendo: gerar renda para mulheres, entregar máscaras gratuitamente, reforçar o protagonismo das ONGs, transformar a responsabilidade social corporativa de grandes empresas em ações práticas e apoiar ainda o fluxo de caixa de fornecedores têxtil e operadores logísticos.”, diz Célia Kano, diretora da RME e coordenadora do projeto.

 

 

Resultados

 

 

Mais de 4 milhões de máscaras sociais já foram produzidas por cinco mil costureiras das ONGs produtoras de todo Brasil. Entre as organizações participantes está uma de Mariana, cidade que foi devastada pelo maior desastre ambiental na área de mineração do mundo, e outra do Pará, onde parte das costureiras são mulheres que sofreram violência doméstica. Mais de 350 mil máscaras foram doadas. 

 

 

Adaildo Santos, da ONG Agentes da Paz, localizada em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, expõe que o primeiro resultado desde que o projeto teve início foi a mudança pessoal em cada mulher que está com eles. “Muitas estavam sem produção pois são fabricantes de roupas ou costureiras para serigrafias. Algumas das “facções” também tiveram que parar em nossa região.  No começo eram oito mulheres; na segunda semana, 12 delas; na seguinte, 22; e, por fim, estamos trabalhando com 72 mulheres produzindo máscaras e tomando posse da palavra empreendedorismo”, diz.

 

 

O projeto tem mostrado que consegue tecer também uma rede de solidariedade. Além de receber inscrições de mais de 200 ONGs, que mobilizaram costureiras e costureiros em todo o Brasil, o Heróis Usam Máscaras tem atraído a atenção de empresas mobilizadas em fazer parte! Foi dessa forma que o Instituto recebeu do Grupo Malwee – uma das principais empresas de moda do Brasil – a doação de 1.000.000 de kits para a fabricação de máscaras.

 

 

“O Grupo Malwee tem uma história construída pelo seu compromisso com a sociedade e o meio ambiente. Esse é o nosso jeito de ser e faz parte da nossa cultura há muitas décadas. Por isso, neste momento de pandemia, não poderíamos agir diferente. Transformamos nossa empresa em uma plataforma de iniciativas socioeconômicas para ajudar a sociedade por meio de doações e parcerias com projetos sociais como o ‘Heróis Usam Máscaras’ que geram trabalho e renda para milhares de famílias”, completa Guilherme Weege.

 

 

O projeto está presente em mais de 20 estados, entre eles, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. 

 

 

Mulheres 

 

 

Um dos objetivos do projeto é a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Para Ana Fontes, fundadora do Instituto RME, “o fator financeiro é essencial para que as mulheres consigam levar sustento para suas famílias e inclusive possam ter apoio para sair de situações de violência.”

 

 

De acordo com a ONU, as mulheres estão mais expostas às vulnerabilidades sociais decorrentes da crise pelo coronavírus, como desemprego, violência doméstica, falta de acesso a serviços de saúde e aumento da pobreza em todos os países. Por esse motivo, o projeto prioriza as ONGs produtoras com pelo menos 70% de costureiras mulheres e requer a remuneração mínima das costureiras por máscara, visando garantir que o dinheiro chegará nas mulheres empreendedoras de comunidades vulneráveis, que tanto precisam de renda neste momento difícil do país.

 

 

Costureiras têm entrado em contato com o Instituto para agradecer a participação no projeto. Algumas delas relatam que em outros locais, elas recebiam apenas R$ 0,30 por máscara e agora recebem em média R$ 1,55 por unidade produzida. Para além de impacto social na vida das mulheres e suas famílias, os resultados do Heróis Usam Máscara se estende também para as empresas de tecido, as ONGs produtoras e para os distribuidores. 

 

 

Doralice Correia Ramos, costureira de Santo André, São Paulo, que está produzindo por meio do Instituto Themis Furigo é uma dessas mulheres que já sente o impacto positivo do projeto em sua vida. “Na primeira semana eu peguei só 500 peças, um pouco temerosa, depois mais 500, depois mil. Agora eu já estou chegando a 2 mil máscaras por semana com uma costureira que me ajuda. O fato de eu já ter trabalhado a R$ 0,30 centavos é uma coisa até dolorida de falar, esse preço de bala, mas se não se tem muita roupa para costurar e é o que tem, a gente pega. Para mim, financeiramente é o melhor que me aconteceu.”, diz.

 

 

Como fazer parte?

 

 

As atualizações do projeto, com dados de distribuição e produção, estão sendo feitas pelas redes sociais do Instituto RME (https://linktr.ee/institutorme) e pelo site do Heróis Usam Máscaras (https://heroisusammascaras.com/). Os interessados em serem fornecedores têxtil ou apoiar a logística e demais empresas que tenham interesse em parceria, podem entrar em contato pelo endereço mascara@rme.net.br.

 

 

Sobre o Instituto RME

 

 

O Instituto RME, criado em 2017, é o braço social da Rede Mulher Empreendedora – RME e está apoiado em valores como igualdade de gênero, oportunidade para todos, educação, capacitação acessível e colaboração social. O foco é capacitar  mulheres em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil e ajudá-las a conseguir autonomia sobre suas vidas e seus negócios.

 

 

Na foto, produção no Instituto Asta (RJ). Para ver mais fotos, clique aqui.

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