#Aceleradas2019 – A direção é mais importante que a velocidade

Juliana Leonel, 34, é natural de Fortaleza, CE, mas mora em São Paulo desde os 4 anos, quando seus pais decidiram migrar em busca de uma vida melhor. Os pais, que não tiveram muitas oportunidades, sempre a incentivaram nos estudos frisando que a estabilidade financeira deveria ser o fim. Aos 17 anos, Juliana passou em um concurso público da Prefeitura de Diadema, se casou aos 20 e começou a faculdade de Ciência da Computação em seguida.  “Para mim foi minha primeira grande vitória pessoal, afinal eu fui a primeira da minha grande família a cursar ensino superior”, conta.

 

 

Inquieta, como ela mesma se descreve, decidiu largar o emprego público por um estágio. Ela trabalhou em grandes empresas depois disso e teve várias conquistas ao longo de sua vida, como a compra de um imóvel, o nascimento de sua filha e a realização de duas pós graduações. No entanto, ela sentia falta de colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Por isso, em março de 2018 pediu demissão. 

 

 

“Eu não sabia o que ia fazer depois, pretendia estudar, conhecer gente, participar de alguns eventos. Mas como nem tudo é como a gente espera, meu marido foi demitido no mesmo mês e foi preciso acionar o plano de emergência. Em menos de um mês criamos um negócio, achamos um local e abrimos a Minha Querida Sapatilha.”, explica. “A decisão de se tornar empreendedora foi uma necessidade e os boletos a vencer a motivação”. 

 

 

O curto prazo não pode ser confundido com desorganização. A proposta da Minha Querida Sapatilha é oferecer variedade de modelos de sapatilhas (+100) a preços acessíveis, além de movimentar dinheiro, estimular liberdade financeira e pessoal em diversas comunidades por meio das revendas organizadas no Clube da Querida, que também apoia e capacita mulheres que buscam fontes de renda extras.

 

 

A Minha Querida Sapatilha participou do RME Acelera de 2019. A expectativa da empreendedora era estruturar o Clube da Querida e alinhar a ideia a um modelo de negócio sustentável. “O programa contribuiu muito para a evolução do modelo, pois empreender pode ser uma jornada muito solitária, principalmente se você não tem todas as cartas definidas, como é o meu caso. Além disso, um olhar de fora, as mentorias individuais, geram questões que sozinha eu não conseguiria enxergar.”, conta.

 

 

O fluxo de caixa é um desafio para Juliana. Segundo ela, iniciar um negócio é trabalhoso, mas com as ferramentas certas é possível. “Com CNPJ novo e crédito caro é preciso conter a ansiedade e entender que muitas vezes a direção é mais importante que a velocidade”, aconselha.

 

 

Com uma empresa de quase dois anos, Juliana segue o sonho de ter a marca cada vez mais reconhecida e que cause mais impacto na sociedade. “Posso dizer sem sombra de dúvidas que empreender é o maior aprendizado da minha vida”, finaliza. 

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