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Ser mãe e empreendedora: como conciliar as duas funções

*Por Debora Pedroni Katunaric

 

Há um tempo atrás, eu estava lendo uma matéria baseada numa estatística que dizia: a cada 10 mulheres, 7 delas começam a buscar formas de empreender após a maternidade, ou seja, quando se tornam mães. E fiquei me questionando: qual seria o motivo para tal fator?

 

Eu acredito que me encaixo nesse perfil, já que como mãe e expatriada na Croácia, me vi buscando maneiras de me reinventar. Posso dizer que, após o nascimento de um filho, as mulheres acabam criando uma relação muito mais estreita com aquele antigo sonho deixado para depois. Eu, por exemplo, sempre quis trabalhar por conta própria, abrir meu curso de inglês e ser dona do meu próprio nariz. Mas, na verdade, isso nunca aconteceu, o que não quer dizer que nunca acontecerá. Porém, o que me vi abraçando foi o trabalho como freelancer na área de criação de conteúdo e aulas online de inglês e português.

 

Dessa forma, muitas mulheres veem o fato de ter horários flexíveis a possibilidade de empreender e dar andamento a algo com propósitos futuros. No entanto, é bom ter em mente algumas dicas essenciais para o equilíbrio da vida de mãe e empreendedora, como, por exemplo, saber quando e a quem pedir ajuda numa situação inusitada ou emergencial. Sim, nós mulheres sabemos que temos ‘super poderes’, disso não me restam dúvidas. Mas não damos conta (e não devemos dar conta) de tudo o tempo todo, 24 horas por dia. Se existe a facilidade ou a possibilidade de contar com uma rede de apoio (seja familiar, funcionários ou amigos), por que não?

 

Uma outra dica que a meu ver seja relevante é: comece pequeno, comece devagar, tenha consistência. Isso ‘as vezes deixa as mulheres um tanto ansiosas ou frustradas até. É totalmente possível empreender tendo um pequeno negócio. Para empreender, não é necessário já ter uma marca sólida no mercado ou milhares de clientes, e sim, quanto mais pesquisas e estudos do público alvo se fizer com antecedência, maior será a probabilidade de se obter sucesso. Nada prospera sem um mínimo de foco e organização. Devagar se vai ao longe, já dizia minha avó.

 

O maior desafio, dentre tantos que enfrentamos, é certamente a conciliação de tempo e divisão das tarefas. Com a oportunidade de se trabalhar virtualmente em cafeterias, espaços coworking e parques, por exemplo, empreender se tornou uma possibilidade concreta de a mulher, que já passa por um processo de reinvenção e enorme transição surgido com a maternidade, sair de casa, espairecer e conhecer novas pessoas e fazer networking. Esse é o espírito do empreendedorismo.

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