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Será que devo procurar um Psicólogo?

*Por Tatiana Pimenta
Quando e por que você procura um profissional de saúde? A hora e o motivo para encontrar um psicólogo são os mesmos que nos levam a consultar um oftalmologista, um dermatologista, um cardiologista, um nutricionista ou um cirurgião plástico.

 

Em alguns casos, são as urgências, os problemas já instalados e com sintomas inegáveis.

 

Em outros momentos, buscamos ajuda quando somos preventivos e queremos manter a saúde — enfim, questões de manutenção …

 

E, claro, ainda existem as situações que nos movem pela ideia de superação. Estamos bem, mas queremos evoluir, queremos mais! Queremos aprimorar o autoconhecimento, investir na relação com o corpo — ou com o ego.

 

Sim, um psicólogo — assim como um dentista — ajuda a resolver as dores que impedem o sono. Mas não é preciso esperar pelo insuportável para agendar uma consulta.

 

Portanto, ao se perguntar “quando procurar um psicólogo?” considere: a hora certa é quando você decidir que sua vida pode ser melhor.

 

O que faz um psicólogo?
Você tem amigos que escutam seus desabafos, suas impressões sobre a vida e seus segredos, demonstrando empatia com suas narrativas? Isso é super importante! Já dizia Amir Klink: “Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.”

 

No entanto, os amigos e mesmo familiares, são incapazes de oferecer a mesma escuta qualificada que um profissional de psicologia! Ao contrário dos amigos, o psicólogo não vai dar conselhos ou dizer que “vai ficar tudo bem”.

 

É importante ter em mente, antes de mais nada, que nossos amigos não possuem os instrumentos adequados para lidar com todo conteúdo que será relatado no “desabafo”. Tampouco estão preparados para fazer as intervenções técnicas adequadas, de modo que vocês caminhe para a solução de um problema.

 

Uma escuta embasada em ciência
Nos percebemos melhor quando temos ocasião de contar quem somos. Quando interrogações nos provocam a respostas que não tínhamos preparado.

 

O psicólogo instiga nossa capacidade de contar histórias. Tanto nossa vocação de autoria quanto a de refletir sobre atos e vozes que povoam as cenas.

 

Espelhos refletem nossa imagem corpórea. Já nossas palavras, refletem a imagem de nossa identidade intangível.

 

O psicólogo é um especialista em ouvir e ver além do óbvio. Essa é sua profissão. Portanto, sua escuta não é apenas atenta e inteligente, mas embasada em muita teoria, pesquisas, estudos.

 

Sua função não é dar conselhos ou fazer julgamentos morais. Sua formação o capacita a analisar e compreender o comportamento humano — de qualquer idade e sexo —, observando o contexto com isenção.

 

Podemos dizer que o psicólogo compartilha seu conhecimento, ajudando o indivíduo que o procura a ter mais consciência de si, dos porquês de suas ações, padrões, sentimentos, frustrações. E, ao “cutucar” a autorreflexão, desperta a capacidade de mudança, superação e reconciliação com a própria história.

 

Ou seja, ele não distribui receitas de “como viver feliz”. Não determina valor de certo e errado para escolhas ou estilo de vida. Respeitando as individualidades, contribui para que cada pessoa, a seu modo, encontre caminhos coerentes e singulares, que promovam o empoderamento da personalidade.

 

Para que um psicólogo?
Recorrer à psicologia é sempre uma atitude positiva. Representa a busca por um relacionamento mais satisfatório e lúcido, com a própria existência.

 

É absolutamente natural — e comum — nos sentirmos impotentes diante de um entrave da vida ou de uma emoção, que nos paralisa.

 

Aceitar que precisamos de novos recursos para solucionar problemas insistentes é o primeiro passo para a conquista de uma perspectiva libertadora.

 

A autoanálise é um processo de imenso valor — e, sem dúvida, será instigado durante as conversas com o psicólogo. Mas quando contamos apenas com nossas referências para interpretar situações, tendemos a manter um círculo vicioso de respostas. Afinal, reagimos de acordo com nossos conhecimentos.

 

O psicólogo interrompe a condição cíclica pois, ao avaliar nossos relatos, ele nota como o olhar se constrói de dentro para fora. Percebe onde nossas impressões prévias elaboram nossos relacionamentos com o mundo, nosso processo de atribuição de sentidos — que não são únicos e exatos.

 

O trabalho conjunto é importante
Sozinhos, dificilmente acordamos para essa flexibilidade dos sentidos. Nos agarramos a certezas e convicções, justamente porque elas tornam nossas decisões cotidianas mais automáticas.

 

A questão é que tais certezas podem nos aprisionar em sofrimentos, nos condicionando a uma vida psíquica enfadonha, pesada ou mesmo destituída de significados. A repetição do conhecido, ainda que dolorosa, é — tantas vezes — mais fácil que a ruptura…

 

Um psicólogo observa nossos padrões de pensamento e, com respaldo científico, formula interrogações que dão espaço para visões alternativas, mais ricas e saudáveis.

 

Ele representa o apoio para enfrentamento das tais rupturas proteladas, encorajando a descoberta de horizontes menos resignados e passivos.

 

Ele nos desacomoda, aguçando nosso senso crítico e capacidade de rompermos com hábitos prejudiciais. Nos apresenta novas ferramentas e estratégias para vencermos obstáculos que, com velhos métodos, pareciam intransponíveis.

 

Motivos para procurar um psicólogo
Em quais situações um psicólogo pode, efetivamente, ajudar? Talvez você já tenha pensado em fazer terapia, mas abandonou a ideia por acreditar que o recurso não era adequado para seu caso.

 

Isso acontece porque, às vezes, imaginamos que um profissional de saúde só deve entrar em nossa vida quando chegamos ao “fundo do poço”. Claro, nessas horas o auxílio é imprescindível. Mas não precisamos chegar a esse ponto para desbravarmos soluções alternativas. Isso vale para a saúde do corpo e para a saúde da mente!

 

Para clarear suas compreensões de quando o encontro com um psicólogo pode ser especialmente oportuno, listamos algumas circunstâncias motivadoras:
após vivenciar uma experiência traumática ou diante da necessidade de superar traumas antigos;
desânimo generalizado frente às atividades rotineiras;
sensação de inadequação na vida profissional ou social;
excesso de pensamentos negativos ou depreciativos, como culpas, mágoas, medos e autossabotagem;
percepção de estado de espírito incapacitante, com episódios frequentes de depressão ou ansiedade;
insatisfação com relacionamentos;
necessidade de abandonar vícios ou hábitos prejudiciais ao pleno desenvolvimento de habilidades;
ao enfrentar situações de luto, perdas, notícias desestruturantes ou abruptas mudanças no estilo de vida;
diante de decisões ou conversas difíceis, que precisa viabilizar;
disposição de conquistar maior autonomia, inteligência emocional, segurança e autoestima, com intuito de fortalecer e aperfeiçoar a própria identidade.
Qual é a melhor forma de terapia?
Pense da seguinte forma: quando você decide investir em uma nova habilidade — como o aprendizado e prática de um idioma, por exemplo — como procede?

 

Provavelmente, conversa com pessoas que já realizaram o percurso. Procura avaliações, verifica capacitações dos professores e metodologias das escolas com as quais se depara.

 

Diante das informações que obtiver em sua pesquisa, relacionando-as com seus objetivos e estilo pessoal. Por fim, escolherá a opção que demonstre maior sintonia com suas expectativas.

 

A busca por terapia passa pelos mesmo estágios.

 

A psicologia contempla, literalmente, centenas de possíveis abordagens. Embora todas fitem o mesmo foco — ou seja, a promoção do bem-estar do paciente — cada uma delas o faz de maneira própria, com metodologias diferenciadas.

 

Abordagens terapêuticas
Só para você ter uma rápida noção, sugerimos que averigue as particularidades das seguintes possibilidades terapêuticas:

 

Behaviorismo
Gestalt Terapia
Existencialista
Humanista
Neuropsicologia
Psicanálise
Terapia Cognitivo Comportamental
Encontrar a melhor é um processo de descoberta. Perceba qual a circunstância que o motiva à pesquisa de um psicólogo. É um bom ponto de partida.

 

Investigue as linhas gerais das abordagens psicológicas com as quais se deparar. Veja quais mais lhe parecem convidativas. Respeite suas preferências, para que as dinâmicas com o psicólogo melhor atendam suas expectativas.

 

Escolhendo um psicólogo
Também procure saber quem é o psicólogo com quem irá interagir. Qual sua formação, há quanto tempo atua na área, existem comentários ou depoimentos — nas redes sociais ou recomendações de pessoas próximas — que possam lhe auxiliar a ter melhor ideia do perfil do profissional?

 

Plataformas tecnológicas como a Vittude deixaram essa experiência muito mais simples e intuitiva. Você consegue escolher se deseja ir ao consultório do psicólogo ou se prefere conversar, através de vídeo consultas, do local mais confortável para você.

 

Além disso, utilizando um grupo de filtros, é possível pesquisar pelo motivo que você busca a orientação profissional. Por exemplo, você pode selecionar se quer alguém que tenha experiência com estresse, burnout, carreira, filhos, adoecimento de um familiar, orientação vocacional ou ainda ajuda para largar o cigarro, por exemplo. Pode também selecionar a abordagem terapêutica, faixa de valores das consultas que fazem mais sentido para seu momento.

 

Nos perfis de cada profissional é possível observar a formação acadêmica, a experiência, sua visão da terapia, a agenda disponível, artigos que já publicou e também a avaliação de outros pacientes. Dessa forma, você passa a ter uma referência mais completa daquele psicólogo. Alguns dos psicólogos optam por se apresentar em vídeo, deixando mais fácil a experiência de escolha, uma vez que você já consegue ouvir a voz, a entonação, a linguagem corporal e, de certa forma, já criar uma empatia inicial.

 

Dicas adicionais na hora de escolher seu psicólogo
Antes de agendar sua primeira sessão é possível fazer um contato prévio e esclarecer dúvidas. Na Vittude, você consegue chamar o psicólogo no WhatsApp antes do agendamento. É um recurso bastante utilizado para esclarecer dúvidas sobre a metodologia, tempo previsto de terapia, dinâmica e mesmo tentar antever se terá sintonia ou não com aquele profissional.

 

Caso você não tenha a menor noção de que psicólogo escolher, também é possível entrar em contato com a equipe de suporte da empresa e solicitar ajuda. Eles vão conseguir recomendar profissionais mais alinhados com sua demanda e com referências de atendimentos já realizados.

 

Outra dica fundamental é manter a possibilidade de escolha sempre aberta. Não se sentiu à vontade com determinado profissional? Insista! Se o incômodo for ocasionado pela “sacudida” que ele está promovendo em suas percepções — esse era o intuito, não é verdade? Mas não tenha receio de procurar outra opção, caso o problema seja uma ausência de afinidade.

 

Essa situação é extremamente corriqueira. Afinal, estamos falando de relacionamento humano! Você tem personalidade própria, seu psicólogo também. Entenda esse pressuposto e mantenha a mente aberta.

 

Nem sempre acertamos de primeira. Se isso pode acontecer com um curso de idioma, imagine quando a meta é a saúde emocional! O importante é persistir.

 

Vantagens do psicólogo online
Além das distintas abordagens da psicologia, há outra possibilidade que devemos considerar: o local de encontro.

 

Tradicionalmente, adequamos o encontro do psicólogo à nossa realidade de deslocamento. Ou seja, descobrimos quais profissionais atendem num recorte geográfico que nos é oportuno, em horário conciliável com nossa agenda.

 

Todavia, essa razão de escolha nem sempre contempla questões mais profundas, como a empatia entre perfil e método do psicólogo em relação às demandas do paciente.

 

Hoje, a tecnologia nos permite a ruptura de fronteiras. Essa facilidade trouxe à psicologia novas possibilidades. Hoje é possível fazer terapia online, o que possibilita o encontro de profissionais que não estariam acessíveis de outro modo.

 

O contato com o psicólogo online é absolutamente sigiloso, seguro, permite maior flexibilidade de horários, independe do lugar onde estamos — e onde ele está —, além de ser mais acessível ao bolso.

 

Também é encorajador, pois a distância ajuda a desinibir quem se sente intimidado com o contato pessoal direto ou tem receio de ser visto na sala de espera.

 

É mais privado, pois apenas psicólogo e paciente sabem do agendamento da sessão. Para algumas pessoas, o simples fato de enfrentar um recepcionista e uma sala de espera podem representar exposições indesejadas. Com o recurso online, tal impedimento é diluído.

 

Enfim, se o que falta para você decidir pela procura de um psicólogo envolve tempo, compatibilidade com o perfil profissional, custos e deslocamento para consultório, a terapia online resolve todas essas pendências.

 

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude. É engenheira formada pela UEL com MBA executivo pelo Insper. Executiva com 15 anos de experiência profissional em empresas como Votorantim e Arauco do Brasil. Apaixonada por psicologia e comportamento humano, faz psicoterapia pessoal há 7 anos. Também é maratonista amadora, palestrante, leitora voraz e colunista de comportamento, inovação e empreendedorismo.

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