Programa de inovação anuncia projetos transformadores que serão impulsionados em 2019

Conheça os 15 empreendedores sociais brasileiros selecionados pelo projeto Red Bull Amaphiko que receberão impulsionamento e mentoria durante 18 meses; Projetos investem em temas diversos, como sustentabilidade, educação e tecnologia

 

Depois de um período de inscrições que reuniu 868 interessados e 30 finalistas, acabam de ser anunciados os 15 projetos que participarão da Red Bull Amaphiko Academy, programa que, desde 2014, dá asas a pessoas e ideias transformadoras ao redor do globo. Os brasileiros que estão por trás dessas iniciativas são empreendedores sociais de diversas regiões do país, com histórias inspiradoras que buscam a transformação e a inovação social do local em que vivem. É a quarta edição do programa no país e, durante esse tempo, já passaram pela Academia pessoas e projetos famosos nacional e internacionalmente, como o grafiteiro Mundado (do Pimp My Carroça), Camila Carvalho (do Tem Açúcar?) e a cantora e rainha do dancehall Lei Di Dai (do Gueto pro Gueto Sistema de Som).

 

Com temas como educação, saúde e bem-estar, sustentabilidade, esportes, geração de renda, acessibilidade e tecnologia, a seleção está bem diversificada, formada por 53% de mulheres e 47% de negrxs. Dois projetos são do Grajaú, zona sul de São Paulo, território em que os novos participantes farão uma imersão de 10 dias e darão início ao programa, que dura 18 meses.

 

Confira a seguir mais detalhes de cada projeto:

 

Adriana Barbosa – PretaHub (São Paulo – SP) Hub de tendências negras voltadas para criação, produção, distribuição e consumo. São cinco programas: Feira Preta, Afrolab, Afrohub, Pretas Potências e Conversando a gente se aprende.

 

André Cardoso – Robótica Sustentável (Fortaleza – CE) Metodologia de ensino de robótica para crianças e adolescentes, que une conteúdos ligados à tecnologia com o reaproveitamento de materiais eletrônicos descartados.

 

Barbara Terra – Nóis por Nóis (São Paulo – SP) Coletivo que busca fortalecer a economia periférica de forma solidária, potencializando a cultura, arte e gastronomia da região. (Grajaú)

 

Beatriz Carvalho – Mato no Prato (São José dos Campos – SP) Empresa especializada no cultivo, manejo, distribuição e aplicações gastronômicas de PANCs. Seus principais serviços são consultorias para restaurantes e eventos e a condução de cursos sobre o tema.

 

Digo Ribeiro – Tecnogueto (Rio de Janeiro – RJ) Cursos gratuitos de programação básica a avançada na periferia.

 

Felipe Villela – reNature (Rio de Janeiro – RJ) Disseminação de tecnologias que permitem a implantação de sistemas escaláveis de produção de commodities em agrofloresta, com foco em grandes empresas e indústrias.

 

Genisson Cardoso – Casa do Cacete (Santa Luzia do Itanhy – SE) Produção de estampas e ilustrações com o tema do mangue, valorizando a fauna e flora local, ao mesmo tempo que forma jovens e crianças com os recursos oriundos das vendas de coleções e desenhos.

 

Jefferson Quirino – Favela Radical (Rio de Janeiro – RJ) Escola de esportes radicais (surf, skate e escalada) com a visão de usar o espaço da comunidade para engajar jovens em assuntos relevantes e saudáveis e que a própria comunidade se torne um local para a prática desses esportes como referência para esportistas.

 

Katya Lichtnow – Ateliê Catarina (Florianópolis – SC) Uma iniciativa que faz produtos, oferece oficinas e minicursos de acessórios com resíduos, disseminando o upcycling e capacitando mulheres.

 

Kim Alecrim – O que Cabe no Meu Prato (São Paulo – SP) Novo modo de alimentação para os moradores do Grajaú, extremo Sul da cidade. A iniciativa utiliza a alimentação saudável para construção de hábitos alimentares mais harmônicos entre pessoas e meio ambiente.

 

Leandro Badi – Instituto Faca na Cadeira (São Paulo – SP) Promoção do paradesporto como forma de auxílio à reabilitação para pessoas com deficiência. São 3 modalidades: WCMX (“WheelChair MotoCross”) com manobras com a cadeira de rodas nas pistas de skate; Futebol de Amputados e Futebol Inclusivo.

 

Mabi Elu – Favelar (Rio de Janeiro – RJ) Serviços de arquitetura e engenharia para as classes C e D, com uso de de mão de obra local, capacitando pedreiros, bombeiros, etc.

 

Marcos Silva – Sue The Real (São Paulo – SP) Criação games a partir de histórias afro-brasileiras. Em paralelo, também oferece prestação de serviço de qualidade de software, desenvolvimento de jogos e consultoria.

 

Tainah Fagundes – Da Tribu (Belém – Pará) Negócio social de moda feito na Amazônia, que trabalha com acessórios feitos de borracha associando o design com a tecnologia social.

 

Vanessa Prando – Longarina (São Sebastião – SP) Uma iniciativa que conecta mulheres ao oceano, interno e externo, colaborando para a saúde emocional, física e espiritual de cada uma, por meio do surf.

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