Contra preconceito, mães buscam saída nas vendas diretas

Mulheres buscam alternativas para a geração de renda em meio às diferenças de gênero no mercado de trabalho

 

Momento mais celebrado na vida de muitas mulheres, a maternidade ainda é vista como um estigma para parcela dos empregadores. Em entrevistas de emprego, saem de foco as competências e entram em cena as dúvidas sobre as capacidades de se conciliar as atividades profissionais com a gerência da casa e dos filhos.

 

Mas, na contramão do preconceito, mães encontram no empreendedorismo independente das vendas diretas –  modelo de negócio na qual a revendedora e grandes marcas, por meio do relacionamento, levam os produtos diretamente ao consumidor final – uma saída eficaz para driblar a falta de ocupação e participarem da geração de renda familiar.

 

A história de mulheres que se tornam revendedoras não é novidade, mas abrange ainda mais adeptas em um cenário de desemprego crescente, com 13,4 milhões de pessoas sem ocupação no país, segundo índice de março do IBGE.

 

De acordo com o último dado da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), o setor movimentou cerca de R$ 45,2 bilhões em volumes de negócios e superou o status de temporária, tornando-se uma importante fonte de renda. A ABEVD indica que 85% dos revendedores trabalham com até três categorias de produtos.

 

Para as mães, o despertar do empreendedorismo independente significa uma alternativa necessária e importante sobretudo contra as diferenças de gênero no mercado de trabalho brasileiro. A atividade é democrática, favorece uma rotina flexível e sem exigências, transformando essas mulheres em impulsionadoras e protagonistas de suas próprias histórias e famílias.

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