Crédito ao empreendedor

O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito aponta crescimento na procura de crédito pelas empresas. O último estudo divulgado apresentou alta de 7,6% em 2010 em relação ao ano anterior. Na prática da gestão com o público empreendedor, efetivamente o dado é real.

A informação decorre do ritmo da economia no período, capitaneada principalmente pela movimentação e pela potencialidade do mercado interno brasileiro.

No País tivemos uma imensa parcela da população que evoluiu para uma classe social com maior poder aquisitivo. Com potencial de compra, a demanda cresce, o que movimenta o motor da economia. As empresas são adquiridas em maior volume. Elas criam ainda mais empregos, pagam mais impostos e, assim, o motor da economia assume uma rotação muito forte.

As empresas, principalmente as micro, pequenas e médias, buscam reforço de capital de giro para suportar um nível operacional maior. Daí os indicadores identificados pela Serasa.

No mundo corporativo, a tomada de crédito, quer de curto prazo (capital de giro) ou de longo prazo (normalmente utilizado para apoiar planos de investimentos), exige análise criteriosa tanto do ponto de vista de gestão como técnico econômico-financeira.

O crédito, não necessariamente, significa risco para a empresa.

Em muitos casos, quando abordado sob o cuidado técnico, ele significa um reforço na musculatura operacional da empresa. Proporciona, inclusive, melhores condições de financiamento aos clientes, o que impulsiona as condições de vendas e, portanto, atendimento da demanda.

As fontes de financiamento às empresas destinam-se ao uso para necessidades rápidas e de curto prazo ou ao apoio para programas de investimentos, cuja maturação exige mais tempo.

Para as necessidades mais rápidas, o sistema bancário comercial convencional está aparelhado e atua bem. A questão é o custo das operações, o que deve ser levado seriamente em consideração para não ocorrer perda econômica em uma operação.

Para apoiar planos de investimento que se caracterizam por compra ou investimentos em ativo fixo, por exemplo, o mais adequado são as entidades de fomento empresarial tipo Caixa RS, BRDE ou o próprio BNDES, além do aumento de capital dos próprios empresários que pode muito bem ser fonte para essas necessidades.

Naturalmente, para cada uma das decisões é recomendado uma análise técnica para adotar o medicamento correto.

Por: José Luiz Amaral Machado, economista e diretor da Gerencial Auditoria e Consultoria. 

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