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Você segue um modelo de negócio ou é um modelo a ser seguido?

Por Valéria Vicenti

 

Vamos começar por uma perguntinha básica: o que você lembra quando ouve China? Qual a primeira palavra que vem a sua mente? Hummm … deixa eu adivinhar. CÓPIA, ou o tal “Made in China”, que encontramos por todo o lugar? Acertei? Um percentual elevadíssimo de pessoas responderia a mesma coisa, inclusive eu, por muitos anos. E hoje, pergunto para os meus botões “será que essa foi a forma que eles encontram para aprender e se tornarem a potência que são hoje? Para saírem do estado da cópia e seguirem para o estado da criação?”. Alguns até dizem que sim, mas isso deixemos para história e filosofia responderem. Vamos falar de se dar o direito de aprender.

 

Sinto que a China abriu de forma humilde e expressiva as portas para o aprendizado. Copiou, buscou inspiração, foi até onde estavam os melhores, e assim aprendeu. Você pode estar pensando “e daí? todo lugar é assim”. Concordo, mas por aqui tem um pó de pirlimpimpim, um comichão que parece vírus, que parece mover o empreendedor: o desejar  ser a inspiração de quem um dia o inspirou. 

 

Vamos hoje falar de padarias. A maioria das padarias com formato ocidental e receitas que hoje chamam muito a atenção dos nativos, principalmente da classe média em ascensão, como comentado por um dos gerentes, tem sua escola na Europa. Mas posso afirmar: o aluno se igualou ao professor. As padarias estão perfeitas! O sabor, requinte, variedade, e essa que estamos visitando algo a mais, criatividade, inovação e vontade de ser diferente e melhor do que todas.

 

Concorrentes? Ela já esqueceu deles faz tempo, e olha que tem por todo lado. Podem acreditar, toda semana tem novidade no cardápio e lançamentos que, se comparados a muitos pratos e propostas ocidentais, dão de 10 nos mestres.  Gostoso de ver e elogiar! E o atendimento nem preciso falar, um carinho só, uma atenção de dar gosto!

 

Penso: copiar algo, bisbilhotar o projeto do vizinho, desejar iniciar algo parecido por ser um modelo de negócio de sucesso não é pecado, não está errado. Mas se manter limitado a ele é!

 

Se inspirar em algo, ou em alguém, é poético, lúdico, nos move. Mas tem que nos promover o desafio de nos transformar na inspiração de muitos, no modelo a ser copiado, no sucesso tão almejado por muitos, no orgulho de quem nos inspirou. Senão, deixa pra lá, fica sem graça! Só “seguimos a boiada”.

 

Então bora lá acordar e perguntar para os seus botões: “Quem te inspirou, se o encontrar, se sentirá orgulhoso do negócio que você criou?” Bora lá independente da primeira resposta continuar: “Hoje meu negócio está melhor que ontem? O concorrente, o negócio que me inspirou, hoje me deseja copiar?”. E dependendo da resposta, é hora de abrir bem os olhos e trabalhar bastante para não ser devorado.

 

Abraço enorme de grande! Sucesso Sempre! #JuntasSomosMaisFortes, mais criativas, imbatíveis e muito mais felizes!

 

Valéria Vicenti, Embaixadora Rede Mulheres Empreendedoras (RME) na China, Correspondente e Mentora do clube fechado curitibano, Clube da Alice. Engenheira, mais de 20 anos de experiência executiva em gestão de pessoas e processo. Entusiasta por empreendedorismo e pela disseminação do conhecimento, feliz por estar tendo a grande oportunidade de aprender com a beleza e história da arte e cultura de um pais que não dorme, não para, que nos encanta, que cresce e inova a todo o instante

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