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Como contratar e ser contratado

Por Heloisa Motoki*

 

Os índices de desemprego continuam altíssimos, pela última pesquisa do IBGE temos cerca de 12,9 milhões. Por outro lado, há empresas que não conseguem contratar nas mais variadas funções. Como unir essas duas realidades?

 

Primeiramente micro e pequenas empresas são responsáveis pela geração de empregos, registrando já em 2018 aumento de 44% com relação ao ano de 2017. Logo, se você está procurando emprego a chance de entrar neste tipo de empresa é bem maior, pois há mais vagas disponíveis.

 

Como pequena empresa, faço minhas contratações diretamente e não utilizo dos sites de vagas, como Catho, Infojobs, Manager, pois o custo como empregador são altos. Isso só vale a pena para empresas que atuam no ramo ou possuem um alto índice de turn-over, pois não há serviço para apenas uma vaga, a empresa precisa contratar o serviço para no mínimo três meses, o que não faz sentido se você contrata pouco. Algumas chegam a disponibilizar serviços gratuitos, mas não é efetivo (te enviam vários candidatos e acaba-se perdendo muito tempo na hora de avaliar os candidatos).

 

Recentemente testei o serviço do Linkedin, um serviço pago em que você define o orçamento diário, mas em dois dias precisei tirar o anúncio do ar, pois recebi mais de 100 candidatos e pagarei mais de R$ 200,00, cerca de R$ 2,00 por candidato. Metade dos candidatos foram descartados, pois estavam totalmente fora do anúncio publicado. Não sei se os candidatos não leram o anúncio ou se no desespero enviam currículo para qualquer vaga. O fato é que a ferramenta não agradou.

 

Os principais erros dos candidatos que foram descartados do processo seletivo:

 
Falta de informação sobre formação: Muitos colocaram que estavam estudando a faculdade X, mas sequer mencionaram o curso que estavam estudando e o ano.
 
Falta de informação sobre experiência anterior: Muitos colocaram que atuaram na empresa Y mas não informavam sobre o que faziam, nem cargo, nem descrição do cargo. Quando analiso CVs sempre sugiro para o candidato pesquisar sobre as vagas disponíveis, se a forma que está sendo anunciado é coerente com a descrição que está sendo utilizada no documento. Se não tiver, para o recrutador é como se não tivesse experiência, mesmo sendo óbvio que pelo cargo Z a pessoa precisa ter conhecer.
 
Falta de endereço: Meu pré-requisito é que a pessoa tenha fácil acesso a região onde a Quali Contábil está situada. Para mim, pegar três conduções ou ficar mais de uma hora para chegar é inviável, pelo custo do transporte e pelos problemas constantes que há nos transportes públicos. A culpa nem é do funcionário mas preciso saber que ele conseguirá chegar no horário combinado e garantir que ele tenha uma vida fora do escritório.
 
Foto no perfil: Parece óbvio, mas é preciso avaliar a foto que está em seu perfil. O Linkedin é uma plataforma exclusiva para contatos de trabalho, ter uma selfie na praia só faz sentido se a pessoa for surfista profissional. Cuidado também com fotos utilizadas no perfil do e-mail, separe o endereço de e-mail que você use para buscar uma colocação e o que você utiliza para se cadastrar no Tinder, por exemplo.

 

Quando se tem mais de 100 candidatos para uma vaga, qualquer deslize já é motivo para descartar. O que funcionou para mim nas últimas contratações ainda foram as indicações, seja publicando nos grupos de WhatsApp ou Facebook, recebi o mesmo número de candidatos, sem ter que pagar por isso.
 
*Heloisa Motoki é Diretora Adm/Fin da Rede Mulher Empreendedora, fundadora da Quali Contábil (www.qualicontabil.com.br) e Consultora Especial no site Fórum Contábeis (http://www.contabeis.com.br/usuarios/102860/heloisa-motoki/). Com formação em MBA em Controladoria, Graduada em Ciências Contábeis e Técnico em Contabilidade, participante do programa de Empreendedorismo pela FGV/Goldman Sachs – 10.000 mulheres (http://www.10000mulheres.com.br/empreendedoras/Heloisa-Motoki ). Há 21 anos no mercado contábil, atua diretamente com pequenas e médias empresas em São Paulo.

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