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As máscaras emocionais que utilizamos todos os dias e não percebemos

Por Tathiane Silva
 
Sabemos que na época da Grécia antiga surgiram as máscaras teatrais. Quando falamos sobre máscaras nos referimos ao conceito de persona, termo esse que é derivado da palavra latina análogo a máscara e refere-se ao contexto dos acessórios usados pelos atores no drama grego para dar ênfase e significado aos papéis que representavam.
 
As palavras “personalidade” e “pessoas” também estão relacionadas a este mesmo termo. Ou seja, a palavra personalidade vem de persona que significa máscara. Carl Jung, na psicologia analítica, descreveu a persona como indicador da personalidade, a imagem como uma pessoa se mostra externamente, a atitude que assume como resposta às situações dentro do seu ecossistema.
 
Porém, não devemos confundir identidade com personalidade, pois a identidade é do indivíduo, única, própria e singular e a personalidade significa aquilo que representamos perante a sociedade, os papéis que desenrolamos na vida e nos relacionamos com os demais. Desde a infância o ser humano desenvolve suas máscaras emocionais, elas se formam devido as necessidades emocionais não supridas nos primeiros anos de vida. É como uma criança que tenta se comportar bem, sendo “obediente” aos adultos para receber aprovação de suas atitudes e no decorrer da vida, aos poucos desenvolve essa persona/máscara, que estará presente na profissão e nos papéis desempenhados ao longo da vida.
 
Diante deste contexto, nós podemos nos esquecer de nosso verdadeiro eu, nossa verdadeira essência. Às vezes a pessoa toma para sim uma máscara que acaba destruindo quem realmente é, causando transtornos irreparáveis, tristeza e insatisfação com a vida por não ser quem realmente deseja ser ou é. Pensar que somos a própria máscara criada nos faz perder de nós mesmos e quando isso acontece, por falta de autoconhecimento e interiorização, seu mundo torna-se vazio, suas atividades sem sentido, superficiais, sem nenhum contato com a vida interior, dificultando enxergar a beleza da vida.
 
E digo mais, não é nada fácil identificá-las, pois as crenças e padrões da sociedade que nos são impostas na infância, dificulta nosso processo de evolução. O mais importante é você começar pensando sobre suas necessidades emocionais, você já parou para pensar nisso, sabe quais são elas?
 
A persona mais comum é a necessidade de reconhecimento e aprovação e para que essa ação seja efetivada começamos a agradar, desde a infância agradamos os pais, depois os professores, os amigos, cônjuges, puramente com a necessidade inconsciente de ser aceito e amado. Conforme essa necessidade não é suprida, as máscaras se fortalecem, em uma busca externa, incessante e frustrante, pessoas desmotivadas e infelizes que na maioria das vezes se veem arrependidas de suas ações quando dão o último suspiro, desejando viver de forma intensa o que não podem mais e arrependidos de não terem realizado o que sempre desejaram enquanto tinham vida e saúde.
 
Dentro desse ecossistema emocional é necessário saber que todos nós temos máscaras, e que são essenciais para nossa saúde mental, mas a maioria das pessoas não as reconhecem ou nem sabem que existem, e as usam sem a menor consciência de sua existência e do quanto não as administrar pode prejudicar sua vida. Tão importante como tomar conhecimento dessas personas é saber qual usar de acordo com a situação vivida, com alta performance e equilíbrio, como um ator com seus personagens. Para tornar o reconhecimento das máscaras possível, você deve analisar e realizar um processo que tem como objetivo tornar consciente os conteúdos inconscientes, transformar informação em conhecimento e conhecimento em poder.
 
Quanto mais consciente nos tornamos de nossa verdadeira essência, mais se reduzirá a ação das máscaras em nossa vida, você pode e deve usá-las, porém a escolha deve ser consciente, assertiva. Sendo assim, sua vida terá mais brilho, você terá mais amor por si e pelo mundo, é como se você nascesse de novo e pudesse recomeçar sua história novamente e de forma consciente.
 
Tathiane Silva, Coach, Embaixadora RME, fundadora ADAPTH, Empreteca, palestrante, escritora, Chanceler ABRESC, Presidente da Academia de Letrinhas do Brasil, possui mais de cinco mil horas de cursos comprovadas, sua missão de vida é transformar vidas através do conhecimento.
Saiba mais em: www.facebook.com/Adapth (17) 99677-2838

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