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Finanças femininas: quebrando paradigmas

Por Carla Braz, embaixadora de Penápolis, São Paulo
 
As pesquisas mostram que mais de 50% dos novos empreendimentos no país são iniciados por mulheres e elas possuem mais tempo de escolarização que os homens.  No entanto, as empresas abertas por elas tendem a ter vida mais curta e elas nem sempre participam dos negócios maiores e inovadores. Um dos motivos para isso é que mulheres não foram estimuladas a ocupar o território das finanças.
 

Olhando pelo retrovisor nos deparamos com realidades que provam este fato. Por exemplo, há 55 anos as mulheres não tinham CPF, então não podiam nem ter conta em banco.
 

Se por um lado a mulher vem conquistando mais espaço, a autoestima financeira, ou seja, a segurança para lidar com dinheiro de forma a aumentar sua autonomia, não se desenvolveu. Existe uma barreira psicológica de crescimento financeiro para as mulheres que estimula o medo de expandir seus negócios e alimenta o mito de que “se eu crescer vou deixar de estar com a família, de cuidar da minha saúde e da casa”.
 

Como superar esse medo? Observando o exemplo de outras mulheres que já são protagonistas de suas vidas financeiras, as chamadas mulheres betas.
 

Existe um inconsciente coletivo sobre as características das mulheres. Veja se você se identifica:
 

1-Multitarefas

2-Atuam com criatividade

3-São resilientes

4-Amam incondicionalmente

5-São intuitivas
 

De alguma forma, essas características são limitantes. Elas foram construídas e reforçadas ao longo do tempo para manter o papel social da mulher no ambiente privado, dentro de casa. Como criar um novo consciente coletivo no qual a gente consiga ocupar os espaços de poder e colocara liderança feminina sem precisar repetir, necessariamente, padrões masculinos?
 

Por meio das características que encontramos nas mulheres betas. São características expansivas e não limitantes:
 

Em vez de falar “multitarefas”, por que não dizer que temos uma Visão sistêmica? Temos uma percepção mais variada das situações e tomamos decisões com uma visão ampla.
 

Em vez de Intuição, diga que temos uma Visão Probabilística. Possuímos uma lógica de repetição de coisas que aconteceram no passado que nos ajudam a tomar decisões mais coerentes.
 

A nossa Criatividade e Resiliência é uma habilidade da Cultura do erro: tento, testo, erro, erro de novo, mas acerto mais rápido.
 

Em vez de dizer que amamos incondicionalmente, de que fazemos uma Construção Coletiva. Nós ouvimos o outro e construímos nossos pensamentos em cima do outro, coletivamente. Por fim, temos o Poder da Conexão e a Sororidade ao nosso favor.
 

As mulheres betas quebraram paradigmas. Repense códigos, não use diminutivos como “meu dinheirinho”, “minhas coisinhas”.Seu dinheiro, seus sonhos e suas coisas. Comece a enxergar o dinheiro como meio. Construa uma relação simbólica com o dinheiro, tenha objetivos sérios e grandiosos para suas reservas como “abrir um negócio”, “um projeto de vida”, “estudar fora”.
 

Encare as finanças pessoais e da empresa de frente. Busque informações, ajuda, consultoria e trate seu dinheiro como algo muito importante e o meio que vai fazer você atingir seus objetivos e realizar seus sonhos.

 

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