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O Ano é novo, mas e a vida é nova?

Por Paula Rocha
 
Quando começamos a preparar as festas de final de ano é comum ouvirmos: ano que vem será diferente! No ano que vem farei “isso”, “aquilo” e “aquilo outro”. Ano novo, vida nova! Quem sabe até você mesmo já disse essa frase.
 
O espírito festivo e a celebração trazem a ideia de que as coisas mudarão, carregam a sensação do recomeço e de novas oportunidades. É como se acontecesse uma renovação do combustível para enfrentamento de uma nova temporada.
 
Depois de tantas festas chega o primeiro dia útil do ano, você acorda e vai conduzir as suas atividades, as mesmas tarefas, os mesmos compromissos, a mesma casa e por aí vai. Claro que se você começou um novo negócio, mudou de casa, de cidade, etc. a sensação do novo é real e obrigatoriamente seu ano começou diferente. Porém, se não teve nenhuma mudança do gênero tudo estará igual, certo?
 
Então, o sentimento de vida nova de pouquinho em pouquinho vai se transformando em cumprir a rotina. Mas, ainda em espírito de começo de ano espera-se o carnaval, que é a primeira grande pausa após as festas, e assim os primeiros meses seguem.
 
Mas e a vida nova? Onde está?
 
Na verdade, não existe vida nova com hábitos antigos. Não existe vida nova sem mudanças. O ano “vira”, mas a virada da nossa vida, se não programarmos, não acontecerá. Ela continuará do mesmo jeito.
 
O que é interessante é que a energia que se tem nesse período é muito útil para programar novas ações. Esse espírito de renovação pode ser um grande motivador para fazer mudanças, planejar metas e de fato construir uma vida nova. Mas, é CONSTRUÇÃO, não tem mágica! Devemos agir e não esperar as coisas acontecerem. É preciso ser protagonista da própria vida e não simplesmente ficar torcendo para que a etapa nova uma hora chegue.
 
Quantas coisas você reconhece que precisa mudar em sua vida?
Quais as ações te farão uma pessoa mais feliz e realizada?

 
Essas e outras perguntas devem ser as molas propulsoras para a “vida nova”.
 
E para te ajudar a construir hábitos, dois pontos precisam ser obrigatoriamente considerados:
 
1) Saia da rotina: Fazer as coisas do mesmo jeito trarão os mesmos resultados, portanto, resultados diferentes precisam de novas escolhas. Arrisque, experimente, acredite que você tem condições e capacidade de fazer diferente. Se você quer, você pode!
 
2) Defina sua(s) meta(s) para o ano: Como você quer estar em dezembro de 2018? Qual a prova concreta indicará que alcançou o que planejou?
 
Ainda estamos no primeiro trimestre, o novo ano ainda tem muito a ser percorrido e conquistado, mas a vida nova depende de você. Está esperando o que? Mãos à obra!
 
Paula Rocha, consultora de RH, proprietária da Consultoria Criativa, Pedagoga de formação e especialista em Jogos Cooperativos. Atua há mais de 17 anos no desenvolvimento de pessoas. Embaixadora da RME.

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