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Tendências 2018: qual o papel das mulheres?

Consultoria internacional destaca o valor do olhar feminino e da inclusão das mulheres nos negócios como uma forte tendência para este ano
 
Quais são as tendências e os temas para você manter no seu radar este ano? O estudo “The Future 100 – 2018”, da consultoria internacional J. Walter Thompson (JWT), mapeia os movimentos econômicos, sociais e comportamentais que devemos acompanhar para aprimorar os nossos negócios. O conteúdo é tão rico que resolvi fazer uma série de artigos para compartilhar com vocês.
 
Lucie Greene, diretora global de inovação da consultoria, conta que o ritmo das mudanças tecnológicas e a natureza global das redes digitais está acelerando a evolução das tendências. Paralelamente, as marcas e o marketing das empresas estão navegando num ambiente de consumo cada vez mais sofisticado, onde são avaliados pelas nuances de sua linguagem visual, pela representação da diversidade, pela ética e pela transparência.
 
E qual o papel das mulheres neste cenário?
 
Primeiro, o olhar feminino está sendo mais valorizado e há maior atenção voltada tanto para para as mulheres que atuam nos bastidores no cinema, da mídia e da fotografia quanto para saber como a influência feminina afeta essas indústrias. Um exemplo é o filme Mulher Maravilha. Patty Jenkins é uma das raras mulheres que dirigiu um filme de ação com orçamento de mais de US$ 100 milhões e obteve sucesso histórico: o filme faturou US$ 103,1 milhões somente no fim de semana de estreia nos Estados Unidos.
 
Inclusão feminina é a palavra de ordem, no grande espectro da diversidade. Desde as novíssimas empresas de tecnologia às companhias tradicionais, há uma pressão para aumentar a diversidade em seus quadros de funcionários, reporta a consultoria. Imagens sexistas e representatividade limitada estão sendo chamadas à atenção pública. “As marcas que querem atingir o público mais jovem devem incorporar valores como diversidade, interseccionalidade e inclusão em sua filosofia desde o início”, recomenda a JWT.
 
Empreendedoras no setor de tecnologia também estão promovendo uma revolução, que a consultoria chama de Femtech Revolution. “Elas estão liderando uma nova onda de produtos tecnológicos de saúde, criando produtos inteligentes desenhados para atender às necessidades físicas femininas”. Os exemplos vão de um novo absorvente de silicone (a empresa que desenvolveu o produto levantou US$ 1 milhão por meio de uma aceleradora em 2016) a um aplicativo aprovado oficialmente na Suécia como contraceptivo, que detecta a ovulação e calcula os dias férteis.
 
“Durante muito tempo, a maioria das corporações gigantes do setor tecnológico ignoraram as mulheres como consumidoras de tecnologia, mas isso está mudando. Como mercado, as mulheres representam uma oportunidade maior do que a China e a Índia juntas, controlando US$ 20 trilhões em gastos de consumo. Esta nova onda de startups com mulheres na liderança está criando produtos tecnológicos de saúde com uma lente empática e centrada no feminino, além de trazer uma estética de design renovadora para atender às necessidades deste poderoso grupo de consumidoras”, registra o estudo.
 
Muitos outros fenômenos bacanas estão no relatório da JWT. Em breve, mais conteúdo sobre as tendências para este ano.
 
Nancy Campos, embaixadora da RME
 
Para ver o estudo completo, em inglês, clique aqui.

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