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Como manter o espírito empreendedor sendo funcionária: empreenda sua vida

Empreender é muito mais que ter o próprio negócio
 
Por Carol Zarur*
 
Empreendedorismo é dessas palavras que estão na moda. Atualmente falam muito sobre o assunto e espero que falem cada vez mais. Sim, ter o próprio negócio é uma forma de empreender, mas há muitas outras.

 

Para mim o espírito empreendedor é algo que deve ir além de modismos. É muito mais que abrir uma empresa. É uma atitude perante a vida de caminhar constantemente em direção aos meus objetivos.

 

Eu acredito que algumas pessoas já nascem com o espírito empreendedor, mas que isso também pode ser aprendido. Basta tomar a decisão de realizar os seus sonhos.

 

O que sempre funcionou pra mim foi parar para pensar que pessoa eu quero ser e definir metas para minha vida que me levassem para mais perto do meu ideal. Tudo começa com os meus sonhos e com a decisão de torná-los realidade. A partir daí é só definir uma série de pequenos objetivos para alcançá-los.

 

É esse padrão de comportamento que me dá a garra de batalhar por cada pequena conquista e a confiança que vou chegar ao meu objetivo final. Afinal, conseguir uma posição de liderança em uma startup do Vale do Silício e me mudar pra São Francisco nunca soou fácil pra mim, mas mandar uma mensagem para os meus amigos perguntando se eles conhecem alguém em São Francisco era algo que eu sabia que podia fazer. (Se você quiser saber mais detalhes sobre meu processo de mudança leia esse post no meu LinkedIn).

 

São as pequenas vitórias que comprovam que estou no caminho certo. Por isso me sinto realizada quando alcanço um grande sonho mas também quando tenho as pequenas conquistas do dia-a-dia.

 

Eu sou formada em design e muito antes de vir trabalhar no Vale do Silício passei por experiências profissionais super enriquecedoras. Fiz estágio na França, trabalhei em multinacional, em uma renomada agência de design e até mesmo tive meu próprio negócio. Era o que eu queria naquele momento.

 

Foi muito importante ter tomado esse passo do próprio negócio.

 

Nesse período da minha startup eu comecei a participar de eventos do ecossistema empreendedor. Primeiro no Brasil e aos poucos também fora do País. Fui selecionada para uma conferência na universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Nessa minha primeira viagem à São Francisco percebi que aqui era o lugar onde eu queria viver e trabalhar, ao menos neste momento da minha vida. Aqui, as pessoas e até a cidade têm uma vibe parecida com a minha.

 

Fiz o que todo empreendedor precisa fazer: tracei minhas metas e arregacei as mangas. Falando agora parece simples, mas é claro que foi um período de muito trabalho e exercício de paciência. Mesmo quando a gente planeja, estuda, se prepara, as coisas podem sair diferente daquilo que pensamos inicialmente, e é importante a gente deixar o espaço aberto para as surpresas que a vida pode trazer.

 

Quando surgiu o convite para me juntar a startup de aulas de inglês online Cambly, onde estou hoje, vi a oportunidade de trabalhar e viver na cidade que me encantou. Não seria mais com o meu próprio negócio, mas a empreendedora nunca vai sair de mim.

 

Muita gente me pergunta como é voltar a ser uma funcionária e ter que responder a um chefe depois de ter sido a dona do meu próprio negócio. A verdade é que não é assim que me sinto. Não me sinto funcionária. Me sinto dona do negócio que ajudo a tocar e empreendendo todos os dias novas possibilidades para o Cambly, para a minha carreira e minha vida pessoal. E é por essa atitude empreendedora que fui contratada.

 

No meu caso, esse caminho inverso não foi tão difícil por dois motivos: a Cambly trouxe para mim a chance de conquistar a meta de vir para o Vale do Silício, e ela tem um potencial de crescimento tão grande que só depende de mim construir a carreira que quiser aqui dentro. É só parar e pensar: qual é o meu sonho? Eu vou torná-lo realidade? E então definir primeiro passo.

 

Tenho certeza que deixar família e namorado no Brasil foi mais difícil do que aceitar que teria um chefe novamente (risos).

 

O melhor de tudo é que o Sameer e o Kevin, fundadores do Cambly e meus chefes, são pessoas incríveis com quem estou aprendendo muito e que me dão total liberdade de projetar e realizar, ou seja, aqui, meu espírito empreendedor continua livre para fazer a empresa crescer e me levar junto.

 

Agora é a sua vez. Pare e pense: quais são os seu sonhos? Você vai torná-los realidade? Você só precisa de um primeiro passo 😉

 

* Carolina Zarur é a responsável pela operação brasileira da startup Cambly, de ensino de inglês on-line. Design de formação e empreendedora de coração. A primeira aparição dela no blog da RME foi nesse post da Maria Oliveira Tamellini.

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