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O nome da Marca – Parte II

Por Camila Krohling Colnago
 
No artigo anterior, apresentei alguns aspectos importantes que devem ser levados em consideração no momento da escolha do nome de uma empresa, como coerência com o negócio, originalidade, facilidade de compreensão, facilidade de uso e abrangência, lembra?
 

Continuando as orientações, vale ressaltar que o nome de uma empresa é importante não só porque deve ajudar a vender os produtos e serviços, mas também porque é o primeiro contato que o cliente tem com seu negócio. Isso significa que o nome pode contribuir, inclusive, para apresentar, de forma sutil, os valores da empresa e a imagem que pretende passar para o mercado.
 

Como você gostaria que a empresa fosse vista? Como uma empresa de credibilidade? Como uma empresa engraçadinha? O nome que você tem em mente reflete esta imagem?
 

Para criar o nome da marca, você tem alguns caminhos possíveis:
 

. NOME PRÓPRIO – São indicados somente quando o empreendedor é uma referência no setor de atuação da empresa, quando tem grande credibilidade no meio e quando seu conhecimento ou influência são realmente um diferencial reconhecido. Assim, é certamente uma excelente ideia que um cabeleireiro famoso da cidade, ao criar seu próprio salão, dê seu nome ao estabelecimento. Esta opção funciona perfeitamente também para clínicas médicas, escritórios de advocacia e de arquitetura.
 

. NOME EXPLICATIVO – Escolher um nome que descreva o que a empresa faz é bacana porque não deixa dúvidas sobre o negócio. As pessoas podem não saber exatamente como a Rede Mulher Empreendedora funciona, mas certamente compreendem que trata-se de um negócio que tem como objetivo apoiar mulheres em seus negócios. Você consegue imaginar o que empresas como Clínica dos Olhos e Coisas de Minas vendem?
 

. NOME ABSTRATO, SIGLAS E ACRÔNIMOS – Nomes que não têm significado nenhum podem até ser usados por algumas empresas que você admira, Google e Itaú, mas a verdade é que, para que as pessoas liguem estes nomes às respectivas empresas e seus serviços, o investimento em comunicação e marketing foi bastante significativo. O mesmo acontece com as siglas, criadas a partir da redução de palavras (o nome SBT é uma abreviação de Sistema Brasileiro de Televisão), e com os acrônimos, que são abreviações que formam uma palavra (como Metrô, redução do nome Metropolitano). Tente imaginar o esforço envolvido no processo de fazer com que seus clientes liguem uma sigla a sua empresa. Você tem recursos financeiros, equipe especializada e tempo para investir nisso?
 

Para finalizar, a dica do dia é: caso julgue necessário, pense em uma extensão para a marca, uma frase explicativa para deixar claro do que se trata como Ecos – Negócios Sustentáveis.
 

A pedido da Rede Mulher Empreendedora, estou preparando uma série de artigos sobre criação e construção de marcas, então fiquem atentos que em breve um novo texto a respeito do assunto será publicado por aqui.

 

* Doutora em Comunicação e professora de pós-graduação, consultora especializada em comunicação estratégica para pequenos negócios à frente da Comunicação 027, Camila Krohling Colnago é empreendedora criativa da Maria Lembrancinha (estúdio de criação de produtos lúdicos que colabora para o protagonismo feminino destinando a produção a mulheres em situação de vulnerabilidade), Diretora de Comunicação da ONG Cidadão Pró-Mundo, parceira, palestrante, mentora e influenciadora da Rede Mulher Empreendedora.

 

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